O governo elevou os preços-teto para o principal leilão do setor elétrico este ano, após ter identificado uma distorção em relação aos valores calculados por importantes empresas interessadas no certame e que poderia colocar em risco a contratação de mais potência para o sistema de energia brasileiro.
O preço-teto para as usinas existentes a gás natural e a carvão mineral subiu para R$ 2,25 milhões/MW.ano, o dobro do R$ 1,12 milhão/MW.ano divulgado no início desta semana.
Para os projetos novos a gás, o valor foi elevado a R$ 2,9 milhões/MW.ano, contra R$1,6 milhão/MW.ano definido anteriormente.
Já para os projetos de expansão de usinas hidrelétricas, o preço-teto foi mantido em R$ 1,4 milhão/MW.ano.
Os valores se referem aos valores máximos que os empreendedores devem oferecer para disputar contratos do leilão, e não o preço final da contratação da energia.
Em nota, o Ministério de Minas e Energia disse que foram atualizadas premissas após escuta, contribuições e “avaliações técnicas criteriosas”.