Marina Lima anunciou o lançamento de “Ópera Grunkie”, seu 18º álbum de estúdio, para 24 de março nas plataformas digitais. O trabalho marca o retorno da cantora carioca após quatro anos sem novos discos –o último trabalho foi um EP, “Motim”, de 2021– e inaugura um novo momento em sua trajetória artística.
O projeto ganha peso simbólico por ser o primeiro lançamento desde a morte de Antonio Cicero, em 2024. Irmão da artista e parceiro criativo ao longo de mais de quatro décadas, o poeta, filósofo e membro da Academia Brasileira de Letras teve papel central na construção do repertório de Marina . “Ópera Grunkie” também dialoga com a celebração dos 70 anos da cantora, que completa a idade em setembro deste ano.
Como prévia do álbum, Lima lança o single “Olívia” à meia-noite do dia 27 de janeiro. A faixa tem produção assinada pela própria artista, em parceria com Arthur Kunz, do Strobo, e Renato Gonçalves.
O disco tem ainda com participações de nomes da cena contemporânea, como Ana Frango Elétrico, Laura Diaz, do grupo Teto Preto, e o produtor Edu Martins, colaborador antigo de Marina em trabalhos como “Setembro” e “Clímax”.
O título do álbum faz referência direta ao termo “grunkie”, expressão criada pela própria Marina para definir sua comunidade de fãs –pessoas livres, criativas e inconformadas, segundo a artista. A palavra ganhou projeção no documentário “Uma Garota Chamada Marina”, de Candé Salles.
Com uma carreira que atravessa gerações desde “Simples Como Fogo”, Marina construiu um repertório que transita entre MPB, pop e eletrônica, consolidando-se como um dos nomes centrais do pop brasileiro desde os anos 1980, com canções como “Fullgás”, “À Francesa” e “Pra Começar”.

