Orelha: Vídeo mostra suspeito cuidando de cão Caramelo – 03/02/2026 – Mônica Bergamo


A defesa de um dos adolescentes apontados como possíveis agressores do cachorro Orelha apresentou à polícia três vídeos que mostrariam o jovem na Praia Brava, em Florianópolis, cuidando e dando água para Caramelo, o outro cachorro que costumava ficar no local e que também teria sofrido uma tentativa de afogamento, mas conseguiu escapar.

Os vídeos, segundo a defesa, são da madrugada de 4 de janeiro, mesma data em que Orelha foi atacado a pauladas.

Ainda de acordo com a defesa, as imagens mostram o adolescente com um grupo de outros jovens que não estão envolvidos no caso Orelha. Em um dos vídeos, um deles faz carinho em Caramelo e comenta que o animal deve estar com fome. O cachorro aparece tomando água do mar e, então, um adolescente diz que isso poderia fazer mal e sugere dar água doce para ele —esse jovem seria um dos suspeitos do ataque ao Orelha

Na sequência, o mesmo adolescente aparece chamando Caramelo para ir até o condomínio onde ele tem casa.

Um segundo vídeo mostra o cachorro tomando água em baldes dentro do condomínio. Já no terceiro vídeo, os advogados apontam que o adolescente suspeito chama Caramelo para ir para fora do condomínio porque ele não poderia ficar ali e diz: “Desculpa, tá”. O jovem que está gravando faz um carinho no cachorro, e uma outra mão com aliança aparece no fim indo fazer carinho em Caramelo —essa mão seria do adolescente envolvido no caso Orelha.

Os vídeos foram entregues na segunda (2) quando o adolescente prestou depoimento à polícia. Para a defesa, representada pelo advogado Alexandre Kale, as imagens evidenciam que o jovem não tem índole de agressor de animais.

A polícia descartou que os adolescentes do caso Orelha tentaram afogar Caramelo.

Kale é advogado também de outro jovem envolvido no caso. À coluna, ele já disse que, apesar de “não haver qualquer prova” contra os adolescentes e de as desconfianças ocorrerem sobre bases frágeis, eles já estão condenados na prática, e sofrendo uma punição rigorosa e injusta”.

“Esses meninos sofreram uma inquisição digital e o dano é irreparável. Ambos não podem sair de casa para nada. Nem eles nem os familiares”, diz o advogado. “Na prática, já estão presos”, afirmou.

com DIEGO ALEJANDRO, KARINA MATIAS e VICTÓRIA CÓCOLO


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