Quem é Carlos Penna, designer dos broches de Odete Roitman – 18/02/2026 – Ilustrada


Ele está na novela das nove, nas passarelas dos desfiles e nas ruas das cidades. Carlos Penna, jovem designer de joias e bijuterias, conquistou o horário nobre e os antenados em moda com seus acessórios de formas inusuais, como os brincos prego e crina de cavalo, o anel mola e os broches de linhas minimalistas usados pela personagem Odete Roitman no remake de “Vale Tudo”.

Há pouco mais de dez anos à frente da marca que leva seu nome, o mineiro de 35 anos soube unir design e preço acessível —com peças que começam em menos de R$ 200— para se firmar no mercado. Ele tem hoje duas lojas em São Paulo e uma em Belo Horizonte, além de ser sucesso entre os jovens da geração Z, que passaram a comprar os seus produtos durante a pandemia.

As pessoas eram atraídas pelos brincões, diz Penna, porque era um acessório fácil de causar impacto visual pela câmera do computador. “Se deixar só vai ter brincão, colarzão”, ele afirma, bem-humorado, em referência ao tamanho maxi de suas peças, dentre as quais pulseiras que tomam boa parte do braço ou que começam na mão e sobem até depois do pulso. “Hoje tenho dificuldade de fazer um brinquinho pequenininho.”

Formado em moda e com pós-graduação em design de joias, Penna começou a criar os acessórios ao trabalhar com produção de moda e perceber que não havia no mercado o tipo de brinco, anel e pulseira que ele queria. Não demorou para que suas peças passassem a aparecer nos desfiles, primeiro de marcas mineiras como a Coven e depois em outras maiores, como a Misci, para a qual desenhou um brinco de argola em forma de direção de caminhão.

O reconhecimento não tardou a vir. Ele lembra da vez em que o telefone tocou e quem estava na linha era a cantora Vanessa da Mata, atrás de suas joias. Além dela, também conta entre as suas clientes grandes atrizes como Camila Pitanga, Cláudia Raia e Vera Holtz. “Eu fui criado vendo novela, e aí você vê essas pessoas consumindo o seu trabalho. É muito legal”, diz.

Penna conta que, ao abrir a primeira loja em São Paulo —na rua Mateus Grou, onde ficam o comércio da nova geração da moda brasileira autoral—, se deu conta de que poderia ser livre para criar o que tivesse vontade. Isso porque seu clientes na cidade são mais fashionistas, mais abertos para as novidades do que os de Belo Horizonte, que ele classifica de ainda um pouco conservadores.

Às vésperas de um Oscar em que “O Agente Secreto” pode sair premiado, Penna vai lançar um brinco em formato de orelhão, uma alusão ao cartaz do filme, em que o ator Wagner Moura aparece com o clássico telefone de rua vermelho ao ouvido. É também, diz Penna, uma homenagem a este ícone do Brasil, agora sendo removidos das calçadas para sempre.



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